Bacia do SinosBacia do Sinos

Caracterização Socioambiental da região da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos

1. Macrozona: Terras Altas

Municípios: Canela, Caraá, Dois Irmãos, Gramado, Santa Maria do Herval, Santo Antônio da Patrulha e São Francisco de Paula.

Região de rochas vulcânicas de diferentes constituições. Relevo acidentado, predominando formas de platô, encostas abruptas e inúmeras quedas d’água. A cobertura vegetal é exuberante, com vestígios de Mata Atântica, araucárias e turfeiras.

Nesta área se unem ao Sinos os arroios da Dominga, Bocó e Do Meio.

Povos e Cultura: Nas proximidades da nascente principal do Sinos vivem índios guaranis.

Além deles e de pequenos núcleos de origem alemã, a cultura que predomina na região é a dos descendentes da imigração italiana. Eles se dedicam às plantações de fumo, verduras e milho, além da agropecuária.

Meio ambiente: Processo de desmatamento e poluição já desencadeado. Primeiros sinais de destruição.

2. Macrozona: Terras Onduladas (coxilhas).

Municípios: Araricá, Campo Bom, Capela de Santana, Estância Velha, Gravataí, Igrejinha, Ivoti, Nova Hartz, Osório, Parobé, Portão, Riozinho, Rolante, São Sebastião do Caí, Sapiranga, Taquara e Três Coroas.

Área de rochas sedimentares (arenitos e depósitos de sedimentos nas margens dos rios. A vegetação que predomina são matas, os campos de pastagens e as plantações (arrozais).

Nesta região os afluentes do Sinos são os rios Rolante, da Ilha e Paranhana.

Povos e culturas: A população da região é formada por alemães e poloneses, num tipo de vida essencialmente rural. As atividades giram em torno da agropecuária, dos arrozais e das pastagens.

Meio Ambiente: Nesta área o processo predatório já é grave. Há muitos desmatamentos, desvios do curso do rio para irrigação, dragas retirando areia do leito e a calha do rio já apresenta vestígios de poluição industrial e caseira.

3. Macrozona: Terras baixas (terraços)

Municípios: Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Glorinha, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.

É uma extensa planície de inundação do rio, também chamada de banhados.As formações rochosas são sedimentares, com predomínio de depósitos de sedimentos freqüentemente enxarcados. A vegetação é a típica de banhados, com campos úmidos junto ao vale e presença de matas que margeiam os rios.Nesta região deságuam no Sinos os arroios Sapiranga, Campo Bom, Luís Rau (Arroio Preto), Gauchinho, Cerquinha, Portão, Boa Vista, Estância, Escobar, Butiá, Peão e Sapucaia.

Povos e culturas: Região colonizada por descendentes alemães, mas que conta com uma população cada vez mais diversificada, devido ao avançado processo de industrialização dos últimos 30 anos, que gira em torno do complexo coureiro-calçadista e metalúrgico.

Meio Ambiente: Intenso processo erosivo, desmatamento e substituição da vegetação nativa das matas ao longo do rio, por eucaliptos. Além disso, intensa poluição do solo, água e banhados. Presença de grande quantidade de lixo industrial e caseiro na calha do rio.

Águas com alto grau de contaminação.

A área de abrangência do projeto é de 19 municípios, pois são estes que estão oficialmente conveniados ao consorcio PRÓ-SINOS.

Situação Atual

O relato descrito no ítem anterior, histórico do problema, continua o mesmo salvo pequenas modificações, daí a importância do projeto. O caminho do progresso predador está no fim. Não há mais como progredir - nem como viver - sem a recuperação dos recursos naturais. O Rio dos Sinos é a base de todo o desenvolvimento da região. Foi em torno dele que as comunidades surgiram e prosperaram. Salvar a vida do Sinos, certamente é prioritário - por uma questão de sobrevivência. Mas, também é uma questão de vergonha ou de dignidade do povo do Vale diante das gerações futuras."

A grande questão contemporânea é enfrentar o analfabetismo ecológico e equacionar a problemática ambiental de cada região do planeta. Para que se possa viver novos dias sentindo no ar o cheiro de um novo tempo, todo os caminhos para o esclarecimento, para a socialização do conhecimento ambiental precisam ser trilhados: formação de educadores ambientais, publicações especiais, audiovisuais, filmes, livros, palestras, debates e campanhas, fornecidos às escolas e comunidade em geral. A relação ser humano X ecologia X cultura X progresso e sustentabilidade deve sempre estar presente nas atividades de Educação Ambiental. É fundamental destacar que qualquer trabalho de Educação Ambiental deve ter um foco no Ser Humano e suas relações socioambientais, seja na discussão de valores, no questionamento de nossas práticas, no favorecimento da construção de autonomia dos educandos ou na demonstração da complexidade que envolve estas questões. Enfim, como exemplos, trabalho com "Lixo", com a Mata Ciliar, a Água, o Solo ou qualquer outro tema importante para qualidade ambiental só poderá ser considerado um trabalho de Educação Ambiental se tiver como foco prioritário as pessoas e suas relações com os temas acima referidos.

Um fato que veio a agravar a situação do Sinos foi o crescimento nas margens do sinos da área ocupada pelas plantações que quase triplicou, e com isto aumentou a poluição nas águas por agrotóxicos e o bombeamento irregular da água, o qual afeta o nível do Sinos e prejudica o abastecimento da população nos municípios. Este fato ocorre fundamentalmente na Macrozona Terras Baixas. Outro impacto ambiental enfrentado pelos municípios ao longo da BR116 é a poluição atmosférica causada, principalmente, pelo grande fluxo de automóveis e veículos pesados que trafegam nesta área.

Justificativa para o desenvolvimento do projeto

A educação Ambiental é um instrumento capaz de provocar mudanças na sociedade no sentido de uma melhoria das condições de vida dos seres vivos em nossa casa, a Terra. Tais mudanças culturais e éticas buscam forjar na sociedade o surgimento da vontade, do desejo de "dar conta" de tais problemas, como também contribuir para o empoderamento de cada pessoa e de cada comunidade. Também visa a provocação da reflexão, da mudança comportamental e consequentemente, desencadeia a ação.

Esta proposta de Educação Ambiental é uma proposta de trabalho globalizado, que visa integralizar todas as informações disponíveis (que serão fornecidas através de cartazes, livretes, folders e livros) de modo a conhecer suas características socioambientais e seus potenciais naturais, que podem servir de base ao uso controlado de seus recursos, preservando o que ainda resta do meio ambiente original. Este material informativo deverá ser repassado aos multiplicadores "pessoas aprendendo participando", objetivando a socialização do conhecimento científico sobre a área e a mobilização da comunidade pela preservação e recuperação da Bacia do Sinos.

A comunidade agora é convidada a participar desse projeto, homens, mulheres, idosos e crianças. Inicialmente, de forma representativa pela constituição de Coletivos Educadores mas posteriormente, de forma direta. O Coletivo Educador deverá atuar como elemento chave de propagação de conceitos preservacionistas, integralizando na educação formal e informal os aspectos inerentes à consciência ética, quer nos princípios de cidadania, quer na questão ecológica. É fundamental uma política de inclusão, para que a questão ambiental alcance todos os segmentos da comunidade.

Neste contexto, achamos oportuno fazer a distinção entre Gestão Ambiental e ações de Educação Ambiental, pois a compreensão da natureza qualitativamente diferente destes dois conjuntos de ações é muito importante para aproveitar ao máximo o potencial de cada uma. As ações de Gestão Ambiental podem ser responsabilidade de diversas instituições e têm como objetivo a resolução de problemas ambientes através de técnicas, equipamentos, recursos disponíveis e normas que se materializam por meio de recomendações, legislações, penalidades ou prêmios. Por sua vez as ações de Educação Ambiental, têm um caráter distinto e complementar a estas se caracterizam principalmente, pela sensibilização, pela análise crítica, pela compreensão da complexidade da situação, pela discussão de valores e pela ação voltada a sustentabilidade da vida na Terra. Podemos considerar que a Gestão Ambiental têm um caráter técnico bem acentuado, enquanto as ações de Educação Ambiental apresentam predominantemente, um caráter social e político. Assim sendo, a articulação dos dois conjuntos de ações tem demonstrado o modo mais eficiente de reverter a grave crise ambiental de nossos dias.

A socialização do conhecimento científico gerado pelo diagnóstico ambiental, em uma linguagem acessível a comunidade é uma das variáveis importantes na formação dos educadores ambientais, pois a experiência tem mostrado a carência de material didático informativo sobre a área. A comunidade, em especial a urbana, desconhece seus arroios ou pior, considera-os simplesmente "valões" onde podem jogar o lixo. Precisamos atingir a comunidade repassando informações, saídas alternativas para os maiores problemas ambientais da área: resíduos sólidos, água, saneamento e preservação das matas ciliares. Assim justifica-se desenvolver uma metodologia na qual de forma transversal a Educação Ambiental vai difundir questões, procedimentos referentes as duas outras chamadas.



Este projeto está sendo desenvolvido tendo em vista o apoio do FNMA - Fundo Nacional do Meio Ambiente.

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