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17.02.2017

FNSA, FNU, CUT e ASSEMAE, realizarão reunião para discutir a Organização do Fórum Paralelo Mundial da Água que ocorrerá no Brasil em março de 2018.

Convidamos as entidades, coletivos, ONGs e sindicatos que militam com a questão da água e o saneamento para participarem de reunião no próximo dia 22 de fevereiro na Subsede da Federação Nacional dos Urbanitários - FNU, na Rua Machado de Assis, 150, Vila Mariana São Paulo, das 10h às 13h com o objetivo de discutirmos a Organização do Fórum Paralelo Mundial da Água que ocorrerá no Brasil em março de 2018.

O 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado na cidade de Brasília, representa uma importante articulação capitaneada por setores econômicos interessados em explorar as reservas de água no planeta através da privatização. Nesse sentido, a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, FNU, CUT e ASSEMAE, promovem a reunião para a construção do “Fórum Paralelo Mundial da Água” em contraponto ao “Fórum Oficial”.

A proposta inicial é que ao longo do ano de 2017 sejam realizadas atividades visando à construção do Fórum com o tema: “A DEFESA DA ÁGUA COMO DIREITO HUMANO E NÃO COMO MERCADORIA”. Acreditamos que esse tema pode aglutinar diversas entidades e movimentos que atuam na questão da água como o movimento popular, sindical, social, ONGs, entre outras.

Sobre o 8º Fórum Mundial da Água

O 8º Fórum Mundial da Água será realizado na cidade de Brasília entre 18 e 23 de março de 2018 e terá como tema “Compartilhando a água”. Os eixos apresentados para participação e que devem fazer parte do fórum são: clima, pessoas - água, saneamento e saúde; desenvolvimento; ambientes urbanos; ecossistemas e financiamento.

O Fórum é promovido pelo Conselho Mundial da Água e a sua realização em 2018 será capitaneada, em âmbito nacional pela: Agência Nacional das Águas (ANA) pelo Governo Federal e pela ADASA, agência reguladora e fiscalizadora do Governo do DF.

O Conselho Mundial da Água foi criado em 1996 e é composto por cinco colegiados integrados por instituições intergovernamentais, governos e autoridades governamentais, empresas e facilitadores, organizações da sociedade civil, associações de usuários de água, associações profissionais e instituições acadêmicas.

A entidade é dirigida por um “Conselho de Governadores”, composto por membros dos cinco colegiados. Dentro do Conselho são quatro os representantes brasileiros: Ricardo Andrade Medeiros – Agência Nacional de Águas (ANA); Newton Azevedo - Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB); Benedito Braga – Presidente (POLI- USP e Secretário de Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo) e Lupércio Ziroldo Antônio (Rede Brasileira de Organismos de Bacia - REBOB).

Na opinião de diversos movimentos mundiais que tratam do tema, o Fórum Mundial da Água é dominado pelo interesse das corporações. Fazem parte do Conselho representantes das principais empresas privadas de água, o que compromete o avanço dos debates sobre a não mercantilização dos recursos hídricos e a sua gestão pública e o real comprometimento do Fórum com a defesa da água e do saneamento como direito humano.

Com estes elementos como plano de fundo estamos iniciando um debate sobre a construção de um Fórum alternativo ao Fórum Mundial da Água, propondo a defesa do acesso à água e ao saneamento e a reafirmação de que a água não é uma mercadoria.

Essa discussão já teve inicio na Assembleia da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE) que aconteceu em 2016 em Jaraguá do Sul com a participação de parceiros da America Latina, como Contáguas e RedVida. Já tivemos conversas preliminares com representantes do Coletivo de Luta pela Água e Aliança pela Água, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Internacional de Serviços Públicos (ISP), Fondation Danielle Mitterrand - FRANCE LIBERTÉS, Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto do Estado de São Paulo (SINTAEMA), que manifestaram total interesse em participar. Acreditamos que essa relação de possíveis apoiadores pode e deve ser acrescida de outras organizações.

Nossa intenção é trabalhar na construção desde já do nosso legado. Um legado de luta, através da construção do nosso “Fórum Mundial Popular da Água” colocando na agenda o tema da água e do saneamento.

Serviço:

O que: reunião para a construção do “Fórum Paralelo Mundial da Água” em contraponto ao “Fórum Oficial”.

Quando: 22 de fevereiro das 10h às 13h.

Onde: na Subsede da Federação Nacional dos Urbanitários - FNU, na Rua Machado de Assis, 150, Vila Mariana São Paulo.

 

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